Imperial Cidade de Niterói

Niterói é a antiga capital do Estado do Rio de Janeiro. Foi no território da atual cidade niteroiense que os Temininó auxiliaram os portugueses contra os franceses, no século XVI. Pelos serviços prestados à Coroa de Portugal, o Cacique Arariboya (?-1574), chefe dos Temininó, recebeu de D. João III (1502-1557) a sesmaria de Nichteroy (“águas escondidas” em Tupi).

A personalidade mitologizada do cacique e as explicações religiosas para as origens de Niterói e do Rio de Janeiro no século XVI ainda são motivo de enorme discussão entre os historiadores da região, mormente os membros do Instituto Histórico e Geográfico de Niterói.

Em 1819, Sua Majestade Fidelíssima o Augusto Senhor D. João VI elevou a “Praia Grande”, designação usual para a região desde o século XVII, à condição de Vila Real da Praia Grande. Ele era apaixonado pelo lugar e recebeu de presente de um aristocrata local o palacete de São Domingos, prédio histórico demolido no início do séc. XX.

Por fim, em 1835, a Regência em nome de D. Pedro II elevou a Vila Real à categoria de Imperial Cidade, com o nome indígena de Nichteroy, e transformou-a na capital da Província fluminense. Nesta condição permaneceu até 1975, ano da fusão dos Estados da Guanabara e Rio de Janeiro.

9h – Encontro na Marina da Glória.

A melhor forma de chegar é via táxi.

9h30min – Embarque de escuna,

para o passeio na Baía da Guanabara.

10h30min – Chegada à Fortaleza de Santa Cruz da Barra,

o maior e mais antigo forte do Brasil.

Em 1555, a Baía era governada por um militar francês chamado Nicolas Durand de Villegaignon (1510-1571), que ergueu uma pequena fortificação para defender a “França Antártica”. Em 1567, Mem de Sá (1500-1572) tomou o forte e o transformou no ponto central de defesa da Guanabara.

A Fortaleza é o mais significativo dos monumentos históricos niteroienses. Situa-se em um promontório donde se avista toda a baía e o Pão de Açúcar. Nela somos recepcionados pelo setor de Comunicação Social do Comando da Artilharia Divisionária da 1ª Divisão do Exército, que nos leva a conhecer todos os seus ricos detalhes, em especial a Capela de Santa Bárbara, cuja imagem era originalmente destinada à Igreja da Santa Cruz dos Militares (Centro do Rio) e por desígnios sobrenaturais, nunca pôde deixar o complexo militar de Niterói, durante o séc. XVII.

12h – Almoço dentro da fortaleza.

13h – Passeio pelo bairro de São Francisco,

antiga aldeia catequética dos Jesuítas. A igreja de São Francisco Xavier é do início do século XVII.

13h15min – Visita ao Parque da Cidade de Niterói.

13h45min – Ida para o bairro de Santa Rosa,

onde se visita a casa-mãe da Ordem Salesiana no Brasil, a Basílica de Nossa Senhora Auxiliadora. Os salesianos vieram para o Brasil em 1883, após arranjos entre São João Bosco (1815-1888), seu fundador, e D. Isabel a Redentora.

A basílica foi erguida na década de 1950 e seu órgão de tubos é o maior da América Latina. Durante muitos anos, o organista-titular foi o Pe. Marcello Martiniano Ferreira SDB (1932-2013), membro da Academia Nacional de Música e sócio honorário do IDII. Ele era doutor em Musicologia pela Sorbonne e pela Accademia Nazionale di Santa Cecilia (Roma) e era considerado, por amigos e profissionais conhecidos, um dos gênios da música erudita do Brasil de Novecentos.

14h30min – Passeio pelas praias de Icaraí e Ingá,

a caminho do Museu de Arte Contemporânea de Niterói, no mirante da Boa Viagem.

14h45min – Passagem em frente à Irmandade de São Vicente de Paulo,

cujo colégio e orfanato são administrados pelas Filhas da Caridade.

A irmandade de leigos católicos foi fundada por Belarmino Ricardo de Siqueira (1791-1873), Barão de São Gonçalo (cidade vizinha de Niterói) e apoiada pela Família Imperial. O antigo asilo da Irmandade, hoje desativado, chamava-se “Santa Leopoldina”, em honra da memória de D. Leopoldina, mãe de Dom Pedro II, nascida Arquiduquesa Leopoldine da Áustria.

15h – Chegada ao Museu de Arte Contemporânea de Niterói,

via Caminho Niemeyer, o complexo de obras arquitetônicas de Oscar Ribeiro de Almeida de Niemeyer Soares (1907-2012) pela costa niteroiense.

O museu se projeta pelo mirante da Boa Viagem, de 817m², circundando a base cilíndrica “como um flor”, nas palavras do arquiteto.

Uma larga rampa de acesso leva os visitantes à Sala de Exposições, com capacidade para sessenta pessoas. Duas portas conduzem à galeria panorâmica, onde se avista a Baía e o Pão de Açúcar. A estrutura modernista da construção, com formato de um pires, já foi tida até por um disco voador; ela está erguida em um rochedo em cuja base há a Praia da Boa Viagem.

16h – Ida para o Centro da Cidade,

onde visitaremos o Theatro Municipal de Niterói, o primeiro dessa categoria no Brasil, idealizado pelo pai da dramaturgia brasileira, João Caetano dos Santos (1808-1863), e erguido como “Theatro Santa Thereza”, em 1842, em homenagem a D. Thereza Christina, no logradouro que se chamava “Rua da Imperatriz”.

16h30min – Retorno ao Rio pela Ponte Rio-Niterói

Oficialmente, Ponte Presidente Costa e Silva, a maior da América Latina, inaugurada em 1974, como marca da futura fusão dos Estados do Rio e da Guanabara.

O início das obras da ponte ocorreu em 9 de novembro de 1968, quando simbolicamente a Rainha Elizabeth II e o Duque de Edimburgo visitaram o local.

17h – Fim do roteiro Imperial Cidade de Niterói.

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